As décadas recentes e a atual têm trazido notáveis impactos sobre o negócio automotivo, com destaque para os seguintes:
- Crescente regulação governamental e pressão dos consumidores relativamente a itens como segurança, emissões, reciclagem de materiais e outros temas associados à preservação do meio ambiente;
- Fusões e aquisições na busca de mais escala, alcançando montadoras, fornecedores e distribuidores;
- Crescentes investimentos em P&D visando o avanço tecnológico dos produtos para responder as pressões da concorrência, alem da imperiosidade de se identificar e se viabilizar economicamente o uso de combustíveis alternativos aos derivados de petróleo;
- Questionamento do sistema histórico de distribuição com o surgimento dos chamados “megadealers” e a drástica redução do número de concessionários, principalmente os pequenos e médios, além da desregulamentação do sistema de franquia (União Européia);
- Contínuos programas de demissões e dificuldade de reposição, a curto prazo, dos núcleos de inteligência e de experiência nas empresas afetadas;
- Surgimento de novos mercados estratégicos – Brasil, Rússia, Índia e China, o chamado BRIC;
- Enfraquecimento competitivo dos fabricantes tradicionais, principalmente os americanos, dramaticamente agravado com a crise atual da economia global e pela maturação dos maiores mercados mundiais, EUA, União Européia e Japão;
- Carência de líderes inspiradores e comprometidos com o futuro de suas companhias e de seus recursos humanos, e com a sociedade à qual servem;
- Incapacidade de produzir o que o cliente quer, no tempo, conteúdo e forma desejados.
Apesar dos ganhos de eficiência e escala na área de produção e do elevado nível de absorção das novas tecnologias, o sistema, por inteiro, ainda está longe de promover uma efetiva integração educacional entre seus agentes operacionais, no que concerne ao mútuo conhecimento de boas e efetivas práticas de gestão automotiva. Executivos da área continuam a ser formados, nesse campo, por um processo que se pode definir como de osmose e fricção, em face da ausência de programas sistêmicos com esse propósito, quer adotados pelos agentes da cadeia automotiva ou por centros educacionais de formação gerencial no País.
Por esse motivo, um grupo de especialistas da área, com experiência de muitos anos dentro da indústria automobilística, criou, há 10 anos, uma organização educacional denominada “CEA-Centro de Estudos Automotivos”, a qual se impôs desenvolver um curso de pós-graduação (nível MBA) dirigido à formação de gestores e líderes automotivos. A partir do janeiro de 2008, o CEA veio a associar-se à Editora AutoData, que publica a revista AutoData, veículo dedicado à cobertura e análise dos aspectos estratégicos do negócio automotivo nacional e dono de indiscutível credibilidade no meio. Desde sua criação, o curso foi acolhido pelo Centro Universitário da FEI, tradicional entidade educacional ligada ao setor automotivo, com campi em S.Bernardo do Campo e São Paulo-Capital, tendo já passado por ele mais de 300 profissionais oriundos de toda a cadeia automotiva. A partir de outubro/2008, o curso passou a fazer parte também da grade de MBA’s da Fundação Getúlio Vargas, para ser aplicado nos demais pólos automotivos do país e cujas etapas iniciais serão S.José dos Campos e Sorocaba. Atualmente, 37 professores, entre eles doutores, mestres e especialistas lato sensu se incumbem de levar aos profissionais da cadeia automotiva o conjunto de técnicas e experiências de gestão próprias de uma atividade tão suscetível a mudanças, que se mostra, a cada dia, pelas transformações que marcam a sua dinâmica, mais demandante quanto a líderes comprometidos com o conhecimento, com a responsabilidade social e com a sustentabilidade.
Luiz Carlos Mello
Coordenador Geral dos Cursos
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